segunda-feira, 23 de junho de 2008

Mensuração de resultados é a nova ordem da comunicação interna

* Rodrigo Cogo
A premissa da comunicação deve partir dos assuntos, interesses e sentidos em comum, repletos de símbolos e signos identitários, com a proposição de transformar e garantir o envolvimento através do encantamento e da emoção. Com esta mensagem, a coordenadora de Comunicação Interna da Vale, Rozália Del Gáudio, apresentou as ações integrantes do recente case de mudança de marca em uma corporação com 66 mil funcionários distribuídos em 30 países. É fácil entender como são múltiplos os pontos de contato da equipe que pulverizam sua atenção, afora o fato de que as pessoas desenvolvem suas próprias redes de informação e expressão e interagem fora dos domínios das ferramentas oficiais institucionalizadas. Para uma diferenciação satisfatória, na opinião da executiva o início está na determinação do posicionamento, com algumas características fundamentais que contribuem com a reputação: ser alinhado, crível, inspirador, único e durável.

A reputação inicia pelo público interno, que deve ser estimulado para ter confiança em torno da identidade projetada pela organização, através do conhecimento detalhado e compartilhado de missão, visão e valores. Passa por um treinamento incisivo para desenvolver um comportamento comunicativo junto aos gerentes, que são os principais disseminadores do diálogo e favorecedores da expressão de todos os funcionários. Rozália formaliza o que seria o tripé da reputação empresarial, estruturado por Charles Fombrun do Reputation Institute e integrado pelo envolvimento do empregado, pela cobertura da mídia e pelos esforços de comunicação corporativa, articulando afeto, visão geral, admiração e crença. “O principal é saber que estamos falando para, sobre e com pessoas”, enfatiza.

O processo de definição de um DNA comum, a partir do alinhamento da empresa sob um mesmo nome, foi implementado por rodas de café-da-manhã em que cada funcionário era incentivado a externar seus valores pessoais, sua visão do mundo e suas intenções de carreira, cujos retornos embasaram a redação dos pilares da organização. Foi realizada uma campanha interna de comunicação da nova marca, intitulada “O que a gente sonha, a gente transforma”, havendo repasse de informações desde o pré-surgimento da idéia, com envelopamentos das unidades de trabalho com tecidos coloridos (posteriormente doados para entidades) e pela fixação de 300 quadros para registro manual pelos funcionários dos sonhos realizados por eles após ter ingressado na empresa. O lançamento efetivo, em evento para 500 lideranças de todos os países abrangidos, foi transmitido pela TV corporativa para o Brasil e pela internet para o restante do mundo, tendo também sido organizada uma apresentação de dança acrobática por um grupo de artistas alemães nas paredes da matriz no Rio de Janeiro, encima de um painel gigante que reproduzia o mapa-mundi e depois fazendo o descerramento de faixa com a nova logomarca. “Temos o desafio permanente de trabalhar a objetividade e a subjetividade, a racionalidade e a emoção, dentro de uma coerência interna”, finaliza.

* Texto especial para o Oras Blog!, dp RP Rodrigo Cogo, com conteúdo parcial a ser exibido completo no portal Mundo das Relações Públicas

2 comentários:

milton toshiba disse...

"Rodas de café da manhã", são estimulantes.

Boa semana

bjs

Leslie**** disse...

Oi Márcia!
nossa, tá um friozão aqui e garoa...beleza pra trabalhar.rsss!
uma boa semana pra vc!
beijo!