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sexta-feira, 8 de abril de 2011

Medição de resultados começa no planejamento da ação e está sob impacto de mudanças sociais

* Rodrigo Cogo

Erra quem pensa que a coleta de informações sobre o desempenho de uma ação de comunicação interna, ou de resto em qualquer outra área da comunicação organizacional, acontece somente no final da implementação da atividade. Especialistas reunidos na Conferência de Performance em Comunicação Interna da International Business Communications/IBC deixaram bem claro: tudo começa no planejamento do programa ou projeto, quando são definidos os objetivos. Se existe inconsistência no início, os indicadores certamente acabarão falseados e não se obterá uma visão de seu impacto. O evento aconteceu nos dias 29 e 30 de março de 2011 no Hotel Park Plaza em São Paulo/SP, reunindo cerca de 50 participantes de vários locais do país.

Nelson Silveira, gerente de Comunicação Corporativa da GM do Brasil, traçou um cenário da complexidade do trabalho na área atualmente. Com a proliferação das mídias sociais e uma profunda e rápida transformação do cotidiano que desafia as formas tradicionais da comunicação – diante da amplitude de acesso a voz, há a criação de um campo global de exigência de transparência e acesso. O novo paradigma sai da audiência de massa para a de nicho, com engajamento ativo e voz individual, numa economia de baixo custo de produção e transmissão. Ao invés de Publisher profissional, abre-se espaço para a auto-publicação descentralizada. Ele assinala que existe hoje um deslocamento de credibilidade para discursos individuais mais próximos, e o posicionamento das organizações deve partir para um caminho de especialista influenciador em determinados temas. Para tanto, “os relacionamentos continuam sendo cruciais, porque se vende afinidade e não produtos, onde o diálogo e a sinceridade são fundamentais”, pontua.

O alcance deste estilo de interagir é alto e chega a ferramentas de gestão, que precisam ser mais participativas. Silveira complementa: “o resultado é que não se trata de forçar oportunidades de comunicação, mas sim acompanhar a dinâmica dos processos de mudança”. É assumir um papel social mais abrangente para ampliar conexões com diferentes redes, o que viabiliza o monitoramento do ambiente externo e os seus impactos internos, na consciência de que “as redes são uma radicalização do boca-a-boca”. A presença digital corporativa não pode prescindir do encorajamento a entabular conversações, com resposta rápida e atitude no gerenciamento de problemas, sempre proporcionando conteúdo relevante. Para ele, deve haver parâmetros para engajar-se em debates, alguns inclusive nem merecendo retorno como comentários excessivamente agressivos. Para cada caso, é preciso pensar sobre exposições, engajamento, influência e ação, elementos-base para mensuração de resultados. O gerente ainda falou sobre seu portal de comunicação interna, chamado Sócrates, um canal de informação, relacionamento e oferta de serviços, e sobre um fórum para empregados, criado em janeiro de 2011, e já com 10 mil membros e 300 discussões em andamento. Há na multinacional um blog para expressão exclusiva dos funcionários, chamado myGM Employee. Ele ainda ressalta que a equipe possui uma GMId para acesso remoto fora da empresa. No entendimento do representante da GM, somente depois de instaurar-se este tipo de compartilhamento é que a empresa pode efetivamente medir resultados.

Na opinião do gerente de Relações com a Mídia da Votorantim e professor da Faculdade Cásper Líbero, Renato Delmanto, os pontos fundamentais para deflagrar um planejamento são o perfil do público interno e o perfil da liderança. Segundo pesquisa da Aberje, das 100 maiores organizações brasileiras 30% não faz pesquisa em comunicação e pouco mais de 40% contratam institutos especializados. Junto a isto, 35% dos profissionais da área desconhecem metodologias de mensuração, embora “a pesquisa em comunicação seja uma bússola para o planejamento estratégico”, pontua. Citando estudos de Wilson da Costa Bueno, comenta que a pesquisa não está incorporada ao dia-a-dia do setor, que ainda tem visão dela como custo. Um dos problemas é não posicionar a comunicação como influente na gestão do conhecimento.

Segundo Delmanto, existem vários objetivos de uma pesquisa de performance em comunicação, como obter grau de satisfação com o trabalho, avaliação de meios utilizados, impacto das campanhas de comunicação interna, mudança de atitude, relacionamento interpessoal e avaliação da comunicação da liderança. O método qualitativo é integrado por grupos de discussão, onde se aprofundam opiniões e se conhecem motivações, trazendo informações “quentes” e na linguagem dos funcionários. O discurso natural evocado nestes momentos, com clara semelhança com redes sociais, rádio-peão e interações no cafezinho ou refeitório, permite muitas descobertas. Também podem ser feitas entrevistas em profundidade, pensando em preservar privacidade de determinadas pessoas, cujas opiniões auxiliam a entender dados quantitativos e complementam perspectivas trazidas nos grupos. Já o formato quantitativo mensura a intensidade das opiniões captadas a partir de questionário elaborado conforme objetivos estratégicos da empresa, com perguntas que propõem um trajeto racional ao funcionário e identificam oportunidades de interfaces. Conforme o gerente, os níveis de avaliação podem ser outputs (medem difusão de informação), outcomes (medem recepção) e outtakes (medem retenção – impacto e entendimento). “O profissional de comunicação deve definir suas metas com base na retenção de mensagens”, sugere.

Ele mostrou um estudo de caso de diagnóstico de comunicação interna, tendo como proposta melhoria no clima organizacional, análise de transparência na divulgação de informações, retenção e atração de talentos. Isto foi feito através da pesquisa de clima tradicional, com um recorte do “fator comunicação” para mapeamento dos principais issues, com perguntas acerca de questões ligadas ou influenciadas pelas ações da área. Somado a isto, já foram feitas duas rodadas quantitativas focadas nos meios de comunicação interna, com quatro blocos de conteúdo – veículos de comunicação, fluxo de informação, conteúdos e papel da liderança. Sobre veículos, são avaliados número de veículos; ideia clara da finalidade de cada meio, existência de informações em excesso, repetidas ou sem relevância; conflito com a realidade local das unidades; frequência excessiva. Sobre fluxo de informação, os temas são demora da chegada da informação; concentração de informação em meios digitais; eficiência da rádio-peão; percepção sobre cascateamento por lideranças; visão sobre abrangência de conteúdo transmitido entre níveis hierárquicos. Já sobre conteúdos divulgados, há interesse sobre informação pautada; relação individual com metas coletivas; possibilidade de participação do funcionário. Por fim, sobre papel da liderança, analisam tempo e espaço para diálogo; nível de proximidade entre líder e equipe; comportamento das lideranças. Delmanto detalhou alguns planos de ação gerados pelos insights das pesquisas, no aperfeiçoamento do relacionamento e da circulação interna de informações. Entre os fatores críticos do processo, aponta o patrocínio da alta direção, o compromisso das lideranças, periodicidade da pesquisa, cumprimento dos prazos, implantação e monitoramento dos planos de melhoria, percepção sobre mudanças a partir da pesquisa e portanto sobre a credibilidade do instrumento.

A conferência contou com onze painéis e um workshop. Informações sobre outros eventos, veja no site do Informagroup

RP Rodrigo Cogo – Conrerp SP/PR 3674 - Gerenciador do portal Mundo das Relações Públicas

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Comunicação e Marketing para pequenas e médias empresas


Chana Vasco, ministra dia 11 próximo o curso Comunicação & Marketing para pequenas e médias empresas, em Belo Horizonte, Minas Gerais.

Serviço:
Comunicação
Data: 11/12
Horário: 09h às 18h
Local: Espaço-Cliente da Alertse Qualificação Profissional – Rua João Gualberto Filho 1351/ 403 – Cidade Nova - BH


Investimento: R$ 470,00 , para parceiros após 03/12: R$ 235,00

*Descontos não cumulativos
Desconto de 30% para estudantes de entidades não-conveniadas
Desconto de 50% para parceiros

Informações e inscrições:
Telefone: (31) 3243-5774 / (31) 9872-0260 ou email: shirley@alertsequalificacao.com.br

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Comunicação interna apresenta diversidade de posicionamento hierárquico nas organizações


* Rodrigo Cogo

O desenvolvimento da área de comunicação interna nas organizações brasileiras demonstra uma diversidade de pontos de localização na divisão hierárquica para o tema. Ora vinculado à Marketing, em outros momentos agregado ao setor de Recursos Humanos ou ainda consolidado em estrutura independente, afora os diferentes níveis de intimidade e influência na gestão estratégica, em geral este desenho diz muito sobre o estilo do trabalho a ser desempenhado e mesmo sobre a interpretação do negócio em relação ao fator humano na movimentação da engrenagem produtiva e relacional. Todas estas possibilidades estiveram presentes na 4ª edição da Conferência de Comunicação Interna da International Quality and Productivity Center/IQPC para trocar experiências. O evento aconteceu nos dias 24 a 26 de agosto de 2010 no Blue Tree Faria Lima em São Paulo/SP, e mostrou que não existe determinação de manual, pois cada empresa ou instituição acompanha um grau próprio de postura dialógica e de atribuição de importância ao pensamento neste universo de atuação. Parece haver ao menos um ponto em comum: quanto maior o investimento em CI e mais próxima esta equipe estiver da tomada de decisões relevantes, mais fluido e maduro fica o relacionamento entre as pessoas no ambiente de trabalho.

A compatibilidade de percepções dos colaboradores e dos públicos externos sobre determinada organização é a grande missão da comunicação interna, com impacto no comprometimento e na qualidade dos produtos e do negócio. Esta é a visão expandida da coordenadora de Comunicação Corporativa do Grupo Petrópolis (detentor de marcas como a cerveja Itaipava e o energético TNT), Eliana Cassandre, que gere três mil funcionários em quatro unidades. São três pessoas na área, antes executando funções dentro de um setor de Recursos Humanos. Neste formato, o entendimento é que a reputação é o guia da ação, atuando como geradora de links. A sequência de encontrar o caminho, descobrir o público, definir a linguagem e escolher os canais para então viabilizar a comunicação continua importante, mas vem sendo cada vez mais abreviada pela urgência ou sobrecarga de demandas, num contrasenso com a constatação de que “se não gerar conhecimento, não há comunicação”.

Desde o início dos trabalhos, Eliana aponta que foi buscado o foco a partir da expectativa dos pares internos, para depois haver desenvolvimento de cenários, respectivas mensagens e estratégias. Conversas com gestores, visitas às unidades, definição de políticas e procedimentos estiveram entre os passos tomados para chegar na elaboração de um plano e na determinação de canais de interface. Além de jornal, folder institucional, jornal-mural, intranet, programa de visitação Beer Tour, foi implementado um projeto de informação variável nos fundos de tela de todos os monitores. Outras novidades foram a produção de um relatório de desempenho social, com investimentos realizados em 2009 como o projeto Área de Mobilização Ambiental feito nas comunidades, e um treinamento sobre comunicação corporativa para gestores. Suas novas frentes de trabalho são gerenciamento de crise, implantação de um painel eletrônico de informações e um programa de incentivo à inovação. A coordenadora aponta alguns mitos que envolvem a área, como a noção de que todos os colaboradores sabem o que é comunicação interna, o que nem sempre acontece, assim como a ideia de que o setor de CI é responsável por toda a comunicação. Ela ainda assinala que a crença de que basta comunicar e tudo se resolve é uma falácia, porque nem sempre existe a apreensão da mensagem transmitida.

Caio Mandolesi, coordenador de Comunicação Institucional, e Rosana Spezia, coordenadora de Recrutamento e Comunicação Interna da WEG – fabricante brasileiro de motores, energia, automação e tintas com 20 mil funcionários em diversos países, iniciaram falando da divisão de atribuições na companhia. Comunicação institucional cuida do Museu Weg, de patrocínios e da comunicação externa, e a Comunicação Corporativa trata de clima, comunicação interna, recrutamento e responsabilidade social. A ideia, de todo modo, é de uma atuação compartilhada, com reuniões semanais multidisciplinares para aproveitar as expertises internas. Há uma prática de instaurar grupos de endomarketing, com voluntários que tenham forte liderança em suas áreas, independente da formação, para captar pautas localizadas e fontes de informação e pesquisa, atuando como multiplicadores. Eles tornam-se intermediários ativos na montagem das ações escolhidas, com maior tendência de acerto do setor formal da Comunicação. O trabalho é baseado em cinco pontos em linguagem informal, explicados pelos executivos: gente é que faz; não adianta falar, tem que fazer; brigar faz bem; sempre dá para melhorar; e criatividade faz economia. Tudo é amparado pela visão de mundo dos fundadores, e foi destacada uma frase de Eggon João da Silva: “se faltam máquinas, você pode comprá-las. Se não há dinheiro, você toma emprestado. Mas homens você não pode comprar, nem pedir emprestado. E homens motivados por uma ideia são a base do êxito”.

Entre os projetos da Weg mostrados, está o Livro Livre, um programa sócio-cultural voluntário onde alunos da rede municipal de ensino são incentivados a doar materiais recicláveis em suas escolas para ganhar um livro de literatura. O que é coletado é vendido para recicladores, gerando renda para aplicações diversas. Os livros, editados pelo Instituto Evoluir, são inéditos, de diferentes gêneros e foram escritos por autores da região, formando uma coleção dividida por faixas etárias. A previsão é distribuir 130 mil unidades, e até agora mais de 70 toneladas de lixo já foram recebidas de 10 mil crianças mobilizadas. Mandolesi ainda explicou o projeto de comemoração de 50 anos da empresa em 2011, e entre as ações haverá uma homenagem para 250 funcionários que marcam 25 anos de trabalho. Uma fusão em processo com o então maior concorrente da Weg é outro ponto, trazendo os desafios da disseminação da cultura (pessoas, processos, clientes, fornecedores e comunidade integrados).

Também do ramo de bebidas, o coordenador de Comunicação Interna do Grupo Schincariol Fabio Monfrin tem o desafio de articular pensamentos e ações para quase 10 mil funcionários em 14 unidades espalhadas pelo país, afora distribuidores e unidades administrativas. Seu foco no evento foi tratar dos formatos de CI para sustentar objetivos estratégicos, como valores e visão. O setor está vinculado ao segmento de Desenvolvimento Humano e Organizacional. A Schin divide os valores em três pilares – pessoas, serviço e resultado, numa mudança cultural iniciada em 2008 com a ideia de mostrar a força da marca e o foco do cliente a partir de uma excelência operacional e de serviços. A experiência acaba expondo a diferença entre empresa que visa ao lucro e empresa que busca geração de valor, já que foco no cliente traz sensação de servidão a demandas, com postura mais reativa, e foco do cliente é a perspectiva de atingir as aspirações deste cliente, numa atuação proativa.

Entre os trabalhos desenvolvidos pela área no grupo está o mapeamento de campos de valor junto a cada stakeholder, o que faz ruir a divisão entre comunicação interna e externa. Num primeiro raio estão colaboradores, acionistas e terceiros, chegando depois a clientes, concorrentes, revendas, fornecedores e comunidade, para então acionar Governos, imprensa, associações e organizações não-governamentais. Até 2012 foram feitas algumas priorizações, mas com esta intenção de integralidade. Neste sentido, já foram implementados alguns formatos de informação e relacionamento, como a revista mensal Novas, que tem editoria que ressalta a história da corporação em cada cidade para justamente instigar a integração de perspectivas e também traz, em todas as matérias, um link a respeito do valor da companhia que está sendo expresso e reforçado. O portal interno Conexão Schin tem atualização diária e contagem acurada de interações (cliques, comentários), com editorias divididas segundo os três valores, oferta de um fórum de boas práticas, histórico de clipping, funcionalidade de gestão e com perfis de atualizações específicas descentralizadas entre alguns setores. O espaço digital contém ainda o “Blog do Presidente”. Já os jornais-murais espalhados nas unidades dão privilégio para informações locais, e o disparo de emails corporativos busca aproveitar o imediatismo em questões de relevância e viabilizar níveis de confidencialidade da informação circulante. O executivo destaca também o +Schin, uma mídia de banheiro que funciona como suporte de oportunidade para campanhas de endomarketing, afora a realização de diversas campanhas internas de orientação e incentivo, como um game sobre valores corporativos. Foi mostrado na ocasião o detalhamento do case de lançamento da Cerveja Devassa para os funcionários, com diversas peças de mobilização, curiosidade e descontração – além da prioridade na informação.

Depois de apresentar um panorama das mídias e processos de interação no grupo, Monfrin comentou que, entre os desafios da comunicação interna, estão a implantação de um mural eletrônico, uma atuação mais forte em mobile e a ampliação de acesso ao portal Conexão Schin. O planejamento estratégico busca incentivar a capacitação de lideranças, finalizar a definição de políticas e procedimentos na comunicação integrada, reestruturar os canais e colaborar na construção da cultura organizacional. Uma série de indicadores de avaliação está em andamento, como pesquisas de clima e reputação, formatação de índice de eficácia da comunicação e também monitoramento da satisfação de clientes.

* Texto especial para o Oras Blog! do Rodrigo Cogo - – Conrerp SP/PR 3674 - Gerenciador do portal Mundo das Relações Públicas

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

E agora? Empresas do século XX, profissionais do século XXI

Este é o tema da 3ª revista da equipe do blog A Bordo da Comunicação. A revista traz uma entrevista com o Gil Giardelli, profissional e professor de mídias digitais na ESPM, CEO da Gaia Creative e editor do blog Gil Giardelli.

Segundo o editorial da revista: "A Comunicação traz a visão de diversos profissionais e estudantes, em relação ao novo e velho mundo. E agora? Como as empresas devem se adequar aos profissionais que não visam bons salários, mas procuram se destacar no mercado de trabalho, serem reconhecidos e estabilizarem a vida com seus EGOs elevados?
Essas empresas devem traçar estratégias visando a inovação, investir investir na área de comunicação e adquirir força na mesma proporção para adequar às perspectivas do novo funcionário."

Os temas dos artigos vão de conflitos e desafios do profissional do século XXI, passando pelo perfil dos profissionais, das organizações, até e-volução e upload empresarial. Confira, leia e fique por dentro deste assunto tão pertinente, aqui.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Comunicação interna enfrenta desafio de divulgar valores e estratégias


* Rodrigo Cogo

Fica cada vez mais distante o cenário onde setores de comunicação interna de organizações eram simples atendentes de demandas de outras áreas, em processos pontuais de transmissão de informação no ambiente de trabalho. Com um renovado status de consultoria estratégica, as equipes agora estão empenhadas na difícil tarefa de comunicar valores e promover um alinhamento verdadeiro de expectativas e discursos. Numa época em que as pessoas lutam cada vez mais por seus direitos e pelo pleno atendimento de suas demandas, dentro e fora do universo profissional, vê-se o grande desafio que há pela frente. Esta pode ser uma das conclusões diante das realidades de mais de 18 organizações nacionais e multinacionais presentes na 4ª edição da Conferência de Comunicação Interna da International Quality and Productivity Center/IQPC. O evento aconteceu nos dias 24 a 26 de agosto de 2010 no Blue Tree Faria Lima em São Paulo/SP, reunindo cerca de 100 participantes de vários locais do país.

Carmem Murara, gerente de Comunicação Institucional da Rede Paranaense de Comunicação/RPC, falou do desenvolvimento e implementação de plano de estruturação da área de comunicação com base nos conceitos de missão, visão e estratégias empresariais. Para ela, o trabalho envolve uma ênfase na visão humanística, com a convicção de que a personalidade pode e deve ser continuamente aperfeiçoada como perspectiva da busca da excelência humana e do desenvolvimento de uma postura mais solidária e menos individualista. Até o final de 2008, apesar de representar uma empresa de comunicações, não existia o setor formalmente na estrutura, apenas como um grupo multissetorial voluntário formado por jornalistas e com enfoque transmissor de novidades ou “furos”, sem o embasamento institucional progressivamente requisitado. Além disto, Carmem entende que este profissional não tem no DNA os processos necessários de gestão, para além das técnicas comunicacionais. E foi com esta perspectiva que a gerência foi estruturada dentro da Diretoria de Marketing Corporativo, pensando em informar, envolver, engajar e reconhecer, numa integralidade de intenções que viabiliza a satisfação.

Mas claro que todas as incumbências não cabem à Comunicação como departamento formal. A ideia é incentivar uma liderança colaborativa que acabe facilitando o alinhamento de princípios. Para tanto, a base está no estímulo ao diálogo e o foco está na conquista do colaborador como defensor da marca. O desafio era sair da compreensão de divulgador de notícias para disseminador de estratégias, mudando do caráter reativo para uma ação proativa e focada no planejamento. “Não é ser entregador de produtos, mas sim ser proponente de relações”, arremata. Afinal, há um ciclo de valor a ser considerado, onde satisfação dos colaboradores gera produtividade e dá resultados ao negócio, com influência na fidelidade e lealdade do cliente externo. O trabalho enfatiza o funcionário como um agente de mudanças, ativo na geração, recebimento e difusão de informações. A intenção a longo prazo é criar a percepção de marca, onde a comunicação interna procura ficar na interface entre o nível empresarial e o nível pessoal-humano de cada membro. A gerente entende que o sucesso também depende do nível de envolvimento do CEO, porque é preciso persistência para quebrar paradigmas, ao mesmo tempo em que transmitir e comunicar valores e a cultura depende do empenho deste comando.

Os desafios na francesa Saint-Gobain Abrasivos também são grandes. A coordenadora de Treinamento e Desenvolvimento Cinthia Escudero e a analista de Comunicação Interna Natália Gobbo comentam a dificuldade de apropriação pelo funcionário quando sua produção não é visível e não tem conhecimento público, como no caso dos abrasivos. Há uma dificuldade de criar valor porque, embora sejam feitos mais de 10 mil itens distintos, quase sempre este resultado do trabalho está incorporado em produtos de outras empresas. Em 2009 especialmente, devido à crise nas vendas e às consequências imediatas de corte de pessoas, diminuição de salários e redução de jornada, tudo se acirrou quanto ao trabalho sobre auto-estima e motivação. Foi criado um Comitê de Comunicação Integrada para dar suporte à equipe de três pessoas na área formal de Comunicação, tendo sido nomeados correspondentes em cada unidade, chamados de Focas (Foco em Comunicação Aberta). Uma das primeiras estratégias foi criar uma campanha interna de apresentação de cada bem produzido, sempre estrelada por algum membro da equipe de cada fase produtiva. O esclarecimento de setores internos ainda foi buscado com visitações a fábricas, com uma estrutura de atendimento que envolvia entrega de camisetas, brindes e certificados, conduzida pelo Gerente Industrial. O programa Crescendo e Integrando fez a relação da empresa com filhos de funcionários, com palestras, animação com personagem e almoço com os pais no refeitório, viabilizando um conhecimento mais detalhado do ambiente de trabalho.

Foram testados ainda novos formatos de interação, como um relatório social para fixar internamente a relevância comunitária da organização, o Café com a Diretoria para aproximação e uma campanha de coleta e divulgação de histórias de vida ligadas à empresa. Fortalecimento da presença e da força mobilizadora do gestor foi outra ação, adotando uma postura de transparência em todos os atos administrativos. Buscando efeito integrador, foram criados o Coral CantAbrasivos, o Dia da Responsabilidade Social com ações diversas escolhidas em cada unidade, e o Clube da Melhoria com incentivo à proposição de ideias.

ON E OFF LINE - Na Brasilprev, são cinco frentes de trabalho para comunicação interna: mídias, comunicação face-a-face, campanhas sociais, ações em datas especiais e festas tradicionais. Na empresa, comunicação e estratégia andam juntos numa Superintendência. A gerente de Comunicação Cinthia Spanó falou sobre vários canais em operação, e suas remodelações frente a uma nova dinâmica e perfil dos colaboradores, e demonstrou a importância de um encontro presencial, que dura quatro horas e é multitemático, como formato mais eficiente para alinhamento da estratégia com diferentes níveis da equipe. Há algumas atrações acessórias para garantir atenção, como um talk-show com Sergio Groismann e show do Nando Reis, ou então um game liderado pela Família Schürmann para falar sobre trabalho em equipe ou esquetes e uso de aparelhos para votações instantâneas. O projeto Gestão 100% também tem este propósito, com apresentação pelo presidente da empresa em sessões mensais de 30 minutos sobre assuntos mais relevantes. Ela mostrou vários índices de satisfação de funcionários com a comunicação, em seus meios e processos de interface, e manifestou o entendimento de que a comunicação informal pode ser uma oportunidade, e não somente crise como comumente interpretado.

Para dar um contraponto, mostrando a complexidade sobre a determinação de formas de contato com o público interno, a communication manager da consultoria Ernst&Young, Rejane Rodrigues, falou especificamente de um projeto de captação de candidatos para programa de trainee 2010, baseado na internet. Lá, a comunicação interna começou como área integrada ao setor de Comunicação e Gestão de Marca, na ideia de alcançar uma unidade de discurso e alinhar identidade e imagem. Aliás, é exatamente o estilo da equipe que tem levado à remodelação dos canais, com planos editoriais melhor estabelecidos e que viabilizem uma comunicação de mão-dupla num enfoque colaborativo. O perfil mais escolarizado só reforça o afastamento da visão sobre as pessoas como agentes passivos ou acríticos. A empresa mantém uma universidade corporativa de êxito, a ponto de ser atrativo para novos talentos, e “se somos uma empresa de inteligência, precisamos prezar isto”, reforça Rejane. A Campanha Fator Y foi feita nas redes sociais e por um hotsite agregador, disponibilizando conteúdos na linguagem audiovisual e com contação de histórias dos líderes atuais ou sócios que tenham iniciado como estagiários. Foram 71 mil visitas e 13 mil seguidores no Twitter para 350 vagas, tendo rendido mais de 60 reportagens em meios convencionais de comunicação.


* Texto especial para o Oras Blog! do RP Rodrigo Cogo – Conrerp SP/PR 3674 - Gerenciador do portal Mundo das Relações Públicas.

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Fórum A Bordo da diversidade estratégica nas organizações

Na próxima quinta-feira, 19/08, a equipe do blog A Bordo da Comunicação realiza seu segundo Fórum com o tema: "A Bordo da diversidade estratégica nas organizações".

Programação :
  • 14h30 Welcome Coffee.
  • 15h00 Início das palestras:
  • Maria Aparecida Ferrari: Cultura, Comunicação e diversidade: elementos intrínsecos.
  • Gládis Henne Eboli: Grupos de Ativismo e as estratégias de comunicação das organizações.
  • Marta Dourado: Comunicação e gênero.
  • Cleber Neumann: Diversidade Cultura na IBM
  • 17h00 Mesa-redonda para perguntas e debate com os palestrantes
  • 17h30 Sorteios
Serviço:
A Bordo da diversidade estratégica nas organizações
Data: 19 de Agosto de 2010
Horário: 14h30 às 18h
Local: Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado – FECAP – Liberdade – São Paulo/SP. Av. Liberdade, 532 – Liberdade – CEP 01502-001 – São Paulo/SP
Evento grátis, com emissão de certificado. Inscreva-se aqui.

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Comunicação Interpessoal e Construção de Relacionamento

E a Alertese traz mais um curso com Chana Vasco. O tema desta vez é Comunicação Interpessoal e Construção de Relacionamento.

O evento será no próximo dia 17/07, em Belo Horizonte - MG.


Serviço:
Comunicação Interpessoal e Construção de Relacionamento.
Data: 17/07
Horário : 09h as 16h
Local: Espaço cliente da Alertse Qualificação Profissional – Rua João Gualberto Filho 1351/ 403 – Cidade Nova - Belo Horizonte

Investimento: R$ 440,00 - Desconto de 50% para conveniados e 30% para estudantes de entidades não-conveniadas

* Dica via release da Alertese

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Comunicação interna não pode mais ser dissociada das estratégias externas

* Rodrigo Cogo

Não há mais espaço para uma comunicação interna dissociada das estratégias externas da organização, sob pena de causar confusão e questionamentos de credibilidade de discurso. A situação é ainda mais crítica em tempos de multiprotagonismo, quando os chamados "stakeholders” assumem diferentes papéis em distintos agrupamentos de relação. A Associação Brasileira das Agências de Comunicação/Abracom, buscando ampliar sua visibilidade junto a outros segmentos empresariais como interlocutora de discussões do gênero, renovou parceria com a PR Newswire e promoveu, no dia 5 de maio de 2010 no L´Hotel em São Paulo/SP, um debate sobre a visão da comunicação interna como ferramenta da gestão de pessoas em seu tradicional café de Comunicação Corporativa. O espaço lotado deu uma noção da relevância do tema entre várias empresas e instituições.

Claudia Zanuso, diretora da Klaumon Forma e também coordenadora do grupo de Comunicação Interna na Abracom, deu início aos trabalhos para mostrar os principais resultados de uma pesquisa exatamente sobre formatos de operação da comunicação interna nas organizações, ao lado do trabalho já desenvolvido de formatar e divulgar um caderno especial (impresso e digital) sobre o tema. Segundo, o enfoque do estudo partiu do conceito de Comunicação Interna como um sistema entre organização e público interno, de mão dupla, estruturado, dinâmico e pró-ativo – funcionando como agente inspirador e transformador das relações humanas, sociais e empresariais. Entre os objetivos principais da atividade estão a difusão da visão, missão e valores corporativos, ampliação e harmonização de diálogo entre capital e trabalho e valorização do funcionário como importante fornecedor de opinião positiva. A função estratégica de CI abrange o alinhamento com negócios da empresa, para o que é necessário o envolvimento e o comprometimento de todos os níveis da empresa, a produção de um discurso coerente com a comunicação externa para ter a credibilidade de um discurso único.

A entidade, criada em 2002 então com 5 membros, hoje reúne mais de 334 associados e está centrada na obtenção de padrões de qualidade e ética no segmento e no aperfeiçoamento de profissionais da comunicação corporativa. Em torno de 23% das agências trabalham há ao menos três anos em CI, e apresentam algumas dificuldades comuns: apontam a verba em 26% como maior problema, seguida de 23% para falta de entendimento pelo contratante da necessidade do trabalho de comunicação interna, e 11% para a juniorização das áreas de comunicação corporativa, que afeta a visão estratégica de alguns trabalhos. Há ainda dificuldades de aferição de resultados frente a investimentos, disputa entre os setores de Comunicação e de Recursos Humanos e falta de cultura de diálogo aberto com empregados. Para Claudia, é preciso entender que CI colabora para que os funcionários se tornem porta-vozes da organização, além de ser responsável pela disseminação de conhecimento de grande valor no compartilhar.


CASOS - Profissionais bem informados e motivados têm melhores condições de levar aos negócios produtividade, inovação, competitividade e rentabilidade. Isto só se alcança se a comunicação interna é pautada pela relevância, transparência e respeito às pessoas, e assim tem impacto no clima organizacional. A opinião é da gerente de Comunicação da Abril, Silvia Candal, que enfatiza também a necessidade de alinhamento com a comunicação externa para evitar dissonância na percepção das pessoas. Outra prioridade no segmento é implantar formatos de coleta das expectativas de informação dos funcionários, para contemplar nos canais, e ao mesmo tempo não deixar de abordar os conteúdos organizacionais. O diálogo com a equipe é fundamental, onde o relacionamento é suportado pelas lideranças, que devem exercitar os discursos. Tudo é regrado na Abril por um Código de Conduta, que normatiza as relações internas e externas da equipe, e mais recentemente por uma Política de Comunicação Corporativa formalizada. Um grande balizador da atuação é a pesquisa bienal de clima organizacional, que normalmente estimula projetos saneadores. “O único caminho é adequar a comunicação ao perfil do público e adaptar constantemente as mídias internas às necessidades do momento e aos recursos”, complementa ela.

No Grupo, para cuidar dos mais de sete mil funcionários, esta área é ligada a Recursos Humanos e Desenvolvimento Organizacional. Entre os canais operados estão a intranet Abrilnet, a revista eletrônica PSC Online, o informativo Bolex, o Jornal de Parede, o Clipping Abril e ainda a PSC TV. Em todos, Silvia assinala que a palavra-chave é relevância, para poder atrair a atenção. Uma novidade é o uso do Twitter na cobertura de todos os treinamentos internos, buscando uma nova linguagem para internalização do conhecimento. A personalização nominal das chamadas de campanhas internas é outro recurso crescente para instigar a atenção e a leitura e mesmo mobilizar para a participação efetiva. A aposta da empresa para ações presenciais é alta, em dinâmicas interativas que humanizem e facilitem as trocas imediatas.

A experiência da CCR – holding que gerencia concessões de transporte variadas, como a NovaDutra, AutoBan e a ponte Rio-Niterói, e em breve a operação da Linha Amarela do metrô paulistano, foi mostrada pelo diretor de comunicação e marketing Francisco Bulhões. O trabalho lá acontece em cinco frentes: comunicação interna (revista, rádio, site, torpedos, encontros pessoais), assessoria de comunicação e imprensa (atendimento profissional de uma variedade de demandas e media-training), publicações externas (para motoristas de carro e de caminhões), identidade visual (padronização e identificação geral) e mais recentemente publicidade (voltada para a comunicação institucional, visando à credibilidade a à aceitação). O complexo controle acionário traz necessidade de manter todos os grupos - concessão de rodovias, mobilidade urbana e prestação de serviço - alinhados aos negócios e às demandas da sociedade, em direção a uma forte governança corporativa. Uma área crescente dos investimentos está ligada à responsabilidade social, com destaque para projetos culturais. “Faz parte das atribuições da companhia contribuir para o desenvolvimento sócio-econômico das comunidades”, explica, sendo que um dos grandes desafios da comunicação, no entendimento do executivo, é atingir um alinhamento eficiente de esforços entre as várias agências fornecedoras agregadas ao setor.

Bulhões assinalou que entre seus desafios está a implementação de um plano de comunicação interna integrada, com sentido de grupo para uniformização das mensagens, fazendo as informações fluírem na empresa por vários níveis hierárquicos e também envolvendo os familiares dos colaboradores – que são mais de 6.500 pessoas. Eles produzem uma única publicação bimestral, entregue em domicílio, após uma ampla revisão na série de canais em circulação. É forte no grupo o funcionamento de rádios internas nas concessionárias, que em breve também serão alinhadas, e dada a dispersão geográfica, o uso de SMS para comunicados tem sido positivo. “Mas minha maior indicação de cuidado está no campo da demonstração de agregação de valor econômico das ações de comunicação ao negócio”, assinala. O compartilhamento de responsabilidades, não fixadas num determinado setor, é outro ponto destacado pelo diretor, como por exemplo o trabalho feito com os gestores para tornarem-se exímios comunicadores, com sensibilização comportamental para o exercício de papel orientador e inspirador.

* RP Rodrigo Cogo – Conrerp SP/PR 3674 - Gerenciador do portal Mundo das Relações Públicas

terça-feira, 20 de abril de 2010

Dia 26 de abril de 2010, será o lançamento do livro: "Comunicação e Organização: reflexões, processos e práticas", organizado pela professora e pesquisadora da Universidade Estadual de Londrina/Paraná, Marlene Marchiori. O lançamento será no Salão Nobre da FGV em São Paulo, a partir das 19h00.

O livro é uma reunião de colaboradores que discutem e conceituam teoria e a prática da comunicação nas organizações, com capítulos escritos por autores internacionais e nacionais e executivos que convivem nesta área.

  • Na primeira parte a organizadora apresenta um Olhar sobre a Comunicação e a Organização, com capítulos de autores que exploram os fundamentos e desafios da comunicação organização.
  • Na segunda parte, “Comunicação e seus Processos nas Organizações”, destaca as políticas de relacionamento, a gestão estratégica de stakeholders, as interações no ambiente interno das organizações, as distorções comunicativas, a dinâmica simbólica, a construção de relacionamentos interorganizacionais, inovação e o desempenho empresarial.
  • Na terceira parte do livro “Comunicação e suas Práticas nas Organizações”, a obra traz um histórico sobre a evolução da comunicação organizacional brasileira e cases de comunicação organizacional aplicados em empresas como Odebrecht e Vale.
O lançamento contará também com uma mesa redonda cujo tema será "A relação entre Comunicação e Organização", com uma discussão dos tópicos abordados no livro como estratégia, comunicação, interface entre as áreas de comunicação e organização, com as presenças de:
  • Marlene Marchiori,
  • Ana Luisa de Castro Almeida (diretora acadêmica do Reputation Institute Brasil),
  • Marcio Polidoro (diretor de comunicação empresarial da Odebrecht S/A),
  • Artur L. Brito (professor e pesquisador da Fundação Getúlio Vargas/FGV)
  • Paulo Nassar (diretor-geral da Aberje e professor da ECA-USP).
* Dica de Rodrigo Cogo, via Mundo RP

domingo, 4 de abril de 2010

Pesquisa analisa os desafios e estratégias em Comunicação 2.0 das grandes empresas

* Rodrigo Cogo

Rodrigo esteve no Web Expo Fórum, onde o levantamento exclusivo, realizado pela Fundamento Análises com 50 executivos de TI e Comunicação de 31 empresas nos três primeiros meses de 2010, foi alvo de um dos painéis.

O evento foi organizado no Centro de Eventos do Shopping Frei Caneca entre os dias 17 e 19 de março em São Paulo/SP e teve mais de 500 participantes de vários estados brasileiros estiveram envolvidos numa maratona de 49 atividades ­ entre palestra, painel, keynote e workshop ­ com 68 ministrantes.

Os resultados do estudo foram apresentados pela diretora de Planejamento da Fundamento Comunicação Empresarial, Adriana Panzini, e pela coordenadora do trabalho, Madu Troyano, e debatidos pelo diretor geral da Aberje e professor-doutor da Escola de Comunicações e Arte da ECA/USP, Paulo Nassar, e pelo consultor e professor Rogério de Andrade.

Evidenciando que a natureza das empresas ainda não está tão alinhada à velocidade que os meios digitais permitem e exigem, 52% dos consultados apontam a falta total de interação das organizações com seus públicos online. De todo modo, quando isto acontece, é através do Twitter (24%), Orkut (22%) e Facebook (17%), e depois os blogs (14%). Esta falta de interação é atribuída à ausência de estratégia definida (20%) e receio de se expor (20%), além de não verem benefícios para geração de negócios B2B (17%) e de reconhecerem não haver estrutura interna para atender as demandas (17%). Para Madu, “a aprendizagem contínua precisa passar pelo
recebimento de críticas”, algo que as organizações não estão preparadas.

A maior parte das empresas afirmou começar a tentativa de interação através do setor de comunicação interna, que ajuda a disseminar a cultura Web 2.0 na empresa. Outra “porta de entrada” são sites com interação, que ajudam a monitorar o volume de interações e os assuntos predominantes, afora ações pontuais que permitem monitorar repercussão, fechamento de negócios e geração de buzz. Como exemplos de sucesso foram citadas as redes sociais internas nas organizações, que demonstram a efetividade de compartilhar informações e melhorar a produtividade. A internet como apoio a marketing é outro modo de reconhecer a pertinência da rede,em suporte a campanhas em mídias tradicionais e como plataforma para promoções e jogos. A captação de novos talentos também é outro indicador, porque já vem sendo feita via redes sociais, com evidente economia e precisão de perfil. Conteúdos informativos distribuídos têm mostrado força como geradores de novos negócios e foram outro apontamento daquelas organizações com experiência nas interfaces online. “Em geral, a mentalidade tradicional nas empresas é de restrição de informação”, comenta Adriana.

Já para Paulo Nassar, dentro da comunicação organizacional, quando se olha o “estado da arte”, é preciso perceber os fluxos de informação ­ descendente, ascendente, horizontal e transversal. Este último é o que predomina nas redes sociais, onde não há respeito a hierarquias e predomina a rede informal de contatos...“Nas organizações, há um tremendo desafio, que é o controle, devendo respeitar o novo social. Nele, a seleção por stakeholders como meio de ação acabou. Cada um desempenha inúmeros papéis sociais”, exemplifica.

(...) Andrade aposta que “antes de falar em web 2.0, precisamos entender e falar de gente”, até porque todas as alterações trazidas pelo ambiente digital têm repercussão direta no cotidiano com mudança de legislação tributária, compras,direitos autorais e relacionamentos. Há impactos nos pontos de contato, na diminuição de custos,na geração de receitas, nas telecomunicações, na gestão e na atração de negócios, mostrando que cada vez mais as ações precisam estar interconectadas para obtenção de resultados. Ele acrescenta que “é preciso quebrar paradigmas dentro da organização, como a rigidez da estrutura hierárquica”, além do fato de a fragmentação não ter mais espaço, porque é preciso uma visão global. “Não dá pra fazer projeto na internet e ver no que vai dar. Precisa de plano estratégico”, complementa defendendo ambientes de teste, homologação e produção. O consultor ainda localiza outro nó nos projetos interativos: mais de 70% do trabalho depende de TI, mas se vê uma desconexão mútua muito grande entre negócios e tecnologia quanto a necessidades, possibilidades e prazos. A saída é estruturar comitês de projeto com interlocutores de vários setores.


* Texto especial para o Oras Blog!, do RP Rodrigo Cogo - ­ Conrerp SP/PR 3674 - Gerenciador do portal Mundo das Relações Públicas. O texto completo está disponível no portal.

domingo, 28 de março de 2010

Conferência Internal Communications Intelligence - Parte 2


* Rodrigo Cogo

Rodrigo Cogo esteve na Conferência Internal Communications Intelligence da International Business Communications/IBC, integrante do Informa Group, realizada nos dias 24 e 25 de fevereiro de 2010 no Hotel Park Plaza em São Paulo/SP e divide com os leitores do Oras Blog! suas impressões sobre os palestrantes:

  • O gerente de Assuntos Governamentais e Institucionais da Caterpillar Brasil, Antonio Carlos Bonassi, relata que o planejamento estratégico na unidade começou em 1996, com estruturação de visão, missão e valores e com atenção ao engajamento. Para ele.. Apesar da demanda pela área ser cada vez maior, as equipes vêm sendo enxugadas, relata o relações públicas, para quem dizer que comunicação empresarial precisa ser estratégica é uma grande redundância. A área em si precisa estar impregnada deste olhar de longo prazo, integrado e concatenado com cenários numa postura proativa de um time de especialista...
  • Camila Pavan de Albuquerque, coordenadora de Comunicação Interna da Alstom Brasil – multinacional francesa de transporte e energia com mais de quatro mil funcionários no país, relata que a comunicação ganhou status próprio desatrelado de Recursos Humanos e agregado à responsabilidade social. A comunicação interna é responsável por criar um link entre a estratégia da empresa e seu funcionário, tendo a informação como base, transmitida com transparência, adaptação de linguagem e canal, prioridade sobre outros públicos e sentido positivo.
  • O jornalista Renato Souza, gerente de Marketing e Comunicação da consultoria Delloite, ressalta a complexidade do trabalho dependendo do nível intelectual do público. Para ele a persistência e a antecipação são pontos-chave, ele trata do trabalho em mercados-foco em constante mudança. Por isto, os grandes focos de comunicação interna precisam ser o “brand behavior”, de definição de papéis e responsabilidades do profissional como condutor de imagem e incorporador do posicionamento global da empresa;
  • Para a jornalista Patrícia Soares, gerente de Comunicação Institucional da Bunge Alimentos a mensuração é base para melhorias e está congruente com a missão de zelar e incrementar a reputação, potencializando os resultados do negócio. As diretrizes são inovação, segurança,resultado, foco no cliente e produtividade.

    * Texto parcial do Relações Públicas Rodrigo Cogo – Conrerp SP/PR 3674 -Gerenciador do portal Mundo das Relações Públicas.

quarta-feira, 24 de março de 2010

A nova parceria do Oras Blog!

Caros, como devem ter percebido, sou uma apaixonada pelos bons planejamentos e campanhas de comunicação e marketing.

O Oras Blog! nasceu do meu interesse pelo assunto. Já trabalhei em diversas áreas de agências de propaganda no interior: pesquisa, mídia, redação, planejamento, atendimento e eventos corporativos. O bom de trabalhar em agência do interior é que somos obrigados a por as mão na massa em tudo. Só posso agradecer a experiência.

E é com grande satisfação que apresento o novo parceiro do Oras Blog!, o programa Avesso. A partir de agora o Oras Blog! trará notícias fresquinhas dos bastidores da propaganda. Tudo que o excelente programa Avesso aborda, aqui terá a nossa visão da ação ou planejamento.

Longa vida à comunicação!

domingo, 14 de março de 2010

É hora de aplicar inteligência nos processos de comunicação interna nas organizações


* Rodrigo Cogo

O Relações Públicas Rodrigo Cogo esteve na Conferência Internal Communications Intelligence da International Business Communications/IBC, integrante do Informa Group, dias 24 e 25 de fevereiro de 2010 no Hotel Park Plaza em São Paulo/SP.

Das apresentações, Cogo fez os seguintes apanhados:
  • Dirce Alves - diretora de atendimento da Press&Mídia Comunicação entende que inteligência competitiva diz respeito à busca de manutenção ou desenvolvimento de vantagem em relação aos concorrentes, a partir da captação, filtragem e análise de dados para embasar tomada de decisão. No contexto da sociedade do conhecimento, onde a interação dos âmbitos social, cultural, econômico, político e institucional é intensa, a efetividade da leitura de cenários influencia na qualidade da ação e reação..
  • Cynthia Provedel, relações públicas e gerente de Comunicação Interna da Ericsson Telecomunicações, trouxe uma equação bastante simples e interessante: se processos são criados de uma somatória de pessoas e ferramentas, e pessoas significam uma conjunção de competências e atitudes, a união entre processos e profissionais leva à inteligência e à otimização.competências técnicas, cita a formação em si, as habilidades táticas em mídias, conteúdos e ferramentas, o conhecimento sobre mensuração e de temas transversais como branding, sustentabilidade e recursos humanos. As competências comportamentais dizem respeito à capacidade de assumir riscos e liderança, ao poder de persuasão, argumentação e coaching, à agilidade no raciocínio com respostas rápidas, à automotivação, ao relacionamento interpessoal, à sensibilidade, humildade e flexibilidade
  • Fabiana Franco, jornalista e assessora de imprensa do Hospital Santa Rita de Cássia - uma entidade filantrópica de atendimento a pacientes com câncer em Vitória/ES com 1.200 funcionários e mais de 360 voluntários, tem a visão de que o público interno é um dos responsáveis por difundir positivamente o nome da empresa e precisa então ser um aliado. Neste sentido, os canais de comunicação são desenvolvidos e implantados e os públicos de interesse são mapeados e segmentados para garantir atenção e repercussão. “Muito mais do que ter um bom comunicador”, alerta ela, “o setor de comunicação deve se preocupar com o eco de sua voz”.
  • Carlos Henrique Ramos - gerente de Comunicação da CPFL Energia promoveu a integração dos sete mil funcionários e transformou a intranet em um portal de notícias com lay-out arejado e com informações em tempo real. Antes, o espaço era praticamente um depositário de banners, com dados escondidos e sem padronização visual, e a operacionalização do novo projeto veio com treinamento de engenheiros e técnicos-líderes para torná-los disseminadores da nova interface
  • Ana Claudia Gomes, responsável pela comunicação interna na Diagnósticos da América/DASA, falou sobre a elaboração de um business plan inteligente na área, identificando previamente as necessidades organizacionais e do público interno para poder apresentar um documento assertivo para a tomada de decisão.
* Texto especial para o Oras Blog! do RP Rodrigo Cogo – Conrerp SP/PR 3674 -Gerenciador do portal Mundo das Relações Públicas O texto todo estará disponível no portal ainda esta semana.

sexta-feira, 5 de março de 2010

Fórum Web 2.0 Corporativa


Dia 18/03, a equipe A Bordo da Comunicação discutirá Web 2.0 Corporativas e as aplicações dos recursos digitais - especialmente as mídias sociais - nas estratégias de comunicação, ressaltando como essas poderosas ferramentas podem ser utilizadas a fim de resultados eficientes na prática da Web.

As palestras serão de:
  • Mauro Segura » Gerente de Comunicação e Marketing da IBM Brasil;
  • Carolina Terra » pesquisadora na temática das novas tecnologias de comunicação e coordenadora de comunicação corporativa do site de e-commerce Mercado Livre –
  • Lígia Dutra » administradora, gestora do e-commerce da NKStore, evangelizadora e representante do byMK, professora da ESPM no curso Passo a passo da inovação no comércio eletrônico e idealizadora do Bate-papo sobre e-commerce;
  • Gil Gilardelli - Co-fundador da agência Gaia Creative, Justmail do Board da Amanaie e Startupi e coordenador de cursos na ESPM de Ações Inovadoras em Comunicação Digital e Startups.

    Além das palestras haverá uma mesa-redonda para perguntas e debate entre público e palestrantes.
    Veja a programação toda aqui.

    Serviço:
    Fórum Web 2.0 Corporativa
    Data: 18 de Março de 2010
    Horário: 14h30 às 18h
    Local: Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado – FECAP – Liberdade – São Paulo/SP. Av. Liberdade, 532 - Liberdade - CEP 01502-001 - São Paulo/SP
    As inscrições são grátis e terá emissão de certificado. Link aqui

terça-feira, 20 de outubro de 2009

2º New Brand Communication 2009

Acontece amanhã, dia 20 e dia 21/10, a segunda edição do New Brand Communication , na FAAP - Fundação Armando Álvares Penteado - em São Paulo.
Os dois dias de evento serão divididos em quatro blocos que abordarão temas sobre Redes Sociais, Marketing Viral, Marketing Mobile e Comportamento do Novo Consumidor.

Além das presenças da agência chilena Leche2, dos irmãos e diretores de criação Sebastian e Cristhobal Zegers, vencedora do Leão de Ouro em Cannes 2009 na categoria Rádio: eficiência e criativo e Benjamin Palmer, da Barbarian Group, de Nova York o evento contará com:
  • Mike Geiger e Will McGuinness - Goodby Silverstein & Partners (São Francisco);
  • Engin Celikbas e Richard Willian Walker - Kessels Kramer (Amsterdam e Londres);
  • Johan Gromark - Label Göteborg (Suécia);
  • Joshua Green - Massachusetts Institute of Technology (Boston);,
  • Ivan Askwith - Big Spaceship (New York):
  • Maurício Mota - da The Alchemists (Rio de Janeiro);
  • Johan Gromark - CEO e fundador da Label (Suécia

Serviço
2º New Brand Communication
Data: 20 e 21 de outubro
Local: FAAP - Rua Alagoas, 903 - Higienópolis.
Horário: Das 9h às 17h
Ingressos e informações no site, email: aliste-se@nbc09.com.br ou pelo telefone (11) 3127-7788
Custo: individual, dois dias de evento: R$ 1.800. Na compra de três ou quatro convites, o preço unitário é de R$ 1.620. De cinco a nove, R$ 1.440 (cada). Acima de dez, R$ 1.260 (cada).

* Fonte release Misasi Comunicação

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

10o Encontro ABRP Comunicação Digital


Acontece dia 12/09, na FECAP em São Pauloo encontro da ABRP, com o tema: Profissionais estratégicos para uma nova realidade de comunicação.

Entre os palestrantes estão:

Beth Saad
Carol Terra
Eduardo Vasques
André de Abreu
Marcelo Coutinho

Clique na imagem para ampliá-la e obter mais informações.

* Dica de Rodrigo Cogo, via Mundo RP

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Interdependência está na base de processos comunicacionais vencedores

* Rodrigo Cogo

Rodrigo esteve no 2º Encontro Mega Brasil de Executivos de Comunicação Corporativa, realizado no dia 19 de agosto de 2009 no auditório da Vivo em São Paulo/SP e participou da palestra de Ricardo Guimarães, consultor e presidente da Thymus Branding, cujo tema era: “Interdependência ou Morte”.

O evento tratava dos processos de transição (globalização, fusão, aquisição, profissionalização de gestão) empresariais e pontuava as tomadas de decisões do mercado, seus ativos intangíveis, fatores que nestes momentos, estão sob intenso risco e pode-se esquecer da essência da organização. O grande esforço, segundo Ricardo Guimarães, é fazer que tudo possa, mesmo em mudança, continuar o mesmo.

Com a palavra Guimarães: " Como a empresa é um sistema vivo integrante de um ecossistema complexo, com o qual interage e do qual pertence, fica evidente a necessidade de desenvolver estruturas adaptativas rápidas diante de mudanças. A velocidade da atualização de processos no mercado é o novo indicador de êxito, ao contrário das padronizações da qualidade. “É a ampliação do entendimento de gerir uma dinâmica de relacionamentos”.

* Texto baseado no artigo do RP Rodrigo Cogo - ­ Conrerp SP/PR 3674 - Gerenciador do portal Mundo das Relações Públicas. O artigo completo estará disponível a partir da semana que vem, no portal.

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Desafios da gestão multicultural fazem parte do cotidiano dos comunicadores


Rodrigo Cogo esteve no treinamento: “Comunicação Intercultural: Cultura, Diversidade e Comunicação”, organizado dentro do Programa de Cursos Avançados Internacionais da Associação Brasileira de Comunicação Empresarial/ABERJE, que aconteceu durante todo o dia 12 de agosto de 2009.

A proposta do consultor mexicano Salvador Apud era refletir sobre as formas de resolver questões interculturais para adquirir vantagens competitivas que fortalecessem a posição da organização num mundo globalizado e identificar perspectivas culturais que são geradas quando campanhas de comunicação para corporações globais são implementadas, a partir de indicadores de comportament, além de discutir problemas de enfoque nas estratégias de absorção de indicadores culturais de outros países, a começar pelas opções de livros do tipo “como fazer negócios em...”, porque trazem a perspectiva de uma única pessoa e uma única visão de vida, sem adequação à realidade do leitor.

Apud apontou que outro erro frequente apontado diz respeito às prioridades de disciplinas dos cursos de Relações Internacionais. Pesquisa da consultoria Pricewaterhouse Coopers, com executivos experientes de grandes empresas, aponta que as diferenças de legislação, contábeis e fiscais e até as diferenças de práticas de gestão recebem menos atenção ou preocupação do que as alterações de comportamento individual e as diferenças culturais. Outro processo normalmente equivocado nas estratégias de globalização das empresas, na opinião dele, acontece na exportação ou abertura de unidades no exterior sem ter antes uma consolidação no próprio país.

* Texto parcial do artigo completo do RP Rodrigo Cogo - Conrerp SP/PR 3674 - Gerenciador do portal Mundo das Relações Públicas. O artigo completo você lerá no portal, na semana que vem.

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

A sociedade e as transformações do mundo contemporâneo

Este será o tema da palestra que acontece dia 21/08, no Sesc Santana em São Paulo.

O pesquisador Pierre Lévy falará sobre web 2.0, inteligência coletiva, cibercultura, hipertexto e outros assuntos correlacionados.

Não perca. Saiba mais e inscreva-se, aqui.

* Dica de Rodrigo Cogo, via Mundo RP

Relações públicas precisam de institucionalização

* Rodrigo Cogo

O maior desafio contemporâneo da área de Relações Públicas é a necessidade de sua institucionalização como fundamental para a gestão estratégica das organizações. Essa é a opinião do consultor e pesquisador norte-americano James Grunig - um dos grandes gurus da comunicação corporativa mundial – manifestada em uma série de compromissos com executivos, professores e profissionais brasileiros na primeira semana de agosto de 2009 em São Paulo/SP. Ele esteve no país com a proposta de lançar seu primeiro livro junto a uma editora nacional, intitulado "Relações Públicas: Teoria, Contexto e Relacionamentos", escrito em co-autoria com os professores Maria Aparecida Ferrari e Fábio França. O evento oficial, organizado pela Difusão Editora, contou ainda com a palestra "Como sobreviver em contextos vulneráveis - As Relações Públicas como estratégia de relacionamentos", e aconteceu no dia 6 de agosto no auditório da FAPCOM na capital paulista.

A obra reúne teorias, práticas e experiências dos autores e está dividida em três partes. Na primeira, Grunig apresenta um quadro teórico para o exercício da profissão, levantando a definição e o posicionamento das relações públicas (atividade responsável pela gestão da comunicação nas organizações). Seu reconhecimento global, aliás, tem feito de seus trabalhos fontes de informação para a análise do mundo corporativo atual e referência obrigatória em universidades norte-americanas e de países de outros continentes, como Europa, Ásia e África. Na segunda parte, Ferrari discorre sobre a profissão e suas práticas no contexto latino-americano e, na finalização, França aborda a gestão de relacionamentos corporativos, analisando os públicos prioritários das corporações. Importante fonte de conceitos, o livro traz a maior pesquisa internacional já realizada sobre o processo da comunicação nas organizações.

Para Maria Aparecida, “as relações públicas estão mais vivas do que nunca”. Ela assinala que a realidade norte-americana é bem distinta da América Latina, no sentido da absorção de profissionais da área, e então mais do que nunca “precisamos de obras que revisem nossos paradigmas”. Fábio França destaca que a ação de RP se estabelece por meio de relacionamentos, que levam ao conhecimento de perfil, preferências e demandas das pessoas como indivíduos e grupos. Por isto, suas pesquisas têm enfocado os relacionamentos corporativos, sua administração estratégica para obter resultados e respostas positivas para todos os agentes, de maneira permanente.

Grunig acredita que a temática das relações públicas no contexto da recessão mundial mereça análise, o que ressaltaria a relevância do livro. Em sua visão, a maioria das organizações parecem pensar que podem viver sem o relacionamento com os públicos. Ele reconhece que RP foram reconhecidas no Brasil de forma diferente dos Estados Unidos, país onde mesmo entre profissionais atuantes não há uma conceituação única ou dominante. A abrangência brasileira é maior, porque não prioriza uma das três partes mais tradicionais de exercício profissional: relação com os meios de difusão de mensagens, função de marketing e função de gestão estratégica como ativo participante dos processos de tomada de decisão, para o que seria fundamental a capacidade de análise de cenários e o desenvolvimento de pesquisas sobre as expectativas dos públicos. Esta última área, na opinião do especialista, seria a mais completa e mais promissora para a consolidação da profissão. ..

* O texto todo do RP Rodrigo Cogo - Conrerp SP/PR 3674 - Gerenciador do portal Mundo das Relações Públicas, estará disponível a partir da semana que vem.